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Descobrindo as necessidades e preferências individuais: o guia do líder inclusivo para suporte personalizado
Quando lideramos uma equipe, estamos em uma posição privilegiada para descobrir as necessidades e preferências das pessoas e fazer algo a respeito. Não precisamos adivinhar o que tornaria uma experiência de trabalho mais inclusiva e gratificante – podemos simplesmente perguntar. No entanto, muitas vezes caímos na armadilha de presumir que sabemos o que as pessoas precisam sem realmente conversar com elas sobre isso.
Como líderes inclusivos, precisamos desenvolver o que chamo de "curiosidade jornalística" – a capacidade de fazer perguntas significativas que revelem as perspectivas, necessidades e preferências únicas de cada membro da equipe. Não se trata de ser intrusivo; trata-se de criar espaço para um diálogo autêntico que nos permita adaptar e apoiar cada pessoa de forma eficaz.
O poder das conversas de integração
O onboarding oferece uma oportunidade especial para nos conhecermos. É um momento em que ambas as partes estão naturalmente mais abertas a compartilhar e aprender. Podemos compartilhar nossas preferências e perguntar aos novos contratados sobre as deles, criando uma base de entendimento mútuo desde o início.
Dora Mołodyńska-Küntzel sugere perguntar: "Há algo que você gostaria de compartilhar sobre sua formação ou experiências que possa me ajudar a entender melhor sua perspectiva e necessidades?" Essa pergunta abre a porta para as pessoas compartilharem o que é relevante para elas sem se sentirem pressionadas a revelar mais do que se sentem confortáveis.
Adoro as perguntas propostas por Tara Jaye Frank: “Como é a inclusão para você? Quando você se sentiu mais incluído? Quais foram as circunstâncias? Quando você se sentiu excluído? Quais foram as circunstâncias?” Essas perguntas nos ajudam a entender a inclusão a partir da perspectiva única de cada pessoa, em vez de fazer suposições baseadas em nossas próprias experiências.
Também é crucial perguntar, por padrão, quais adaptações os novos membros da equipe precisam para ter o melhor desempenho. Muitas deficiências são invisíveis e, mesmo com diferenças visíveis, só a pessoa sabe o que é melhor para si. Ao fazer as mesmas perguntas a todos, normalizamos a conversa sobre adaptações e garantimos que ninguém se sinta isolado.
Fazendo com que as conversas individuais sejam importantes
Reuniões individuais são oportunidades perfeitas para check-ins regulares que vão além de atualizações de projetos e discussões sobre desempenho. Essas conversas são onde podemos realmente nos conectar com os membros da nossa equipe como indivíduos e entender como podemos apoiá-los melhor.
Perguntas poderosas que podemos usar incluem: "O que você está enfrentando?" "Quais são suas preocupações?" "De que apoio você precisa neste momento?" "Como posso ajudar a superar quaisquer desafios ou barreiras que você esteja enfrentando no trabalho?" "O que aumentaria seu senso de pertencimento?"“
Essas perguntas sinalizam que nos importamos com mais do que apenas entregas – nos importamos com a pessoa por trás do trabalho. Elas criam oportunidades para as pessoas compartilharem desafios que, de outra forma, não mencionariam, permitindo-nos oferecer suporte direcionado.
O segredo é fazer essas perguntas com genuína curiosidade e estar preparado para agir de acordo com as respostas. Não há nada mais prejudicial à confiança do que perguntar a alguém o que ele precisa e não responder.
Criando conexão nas configurações da equipe
Durante as reuniões de equipe, podemos criar dinâmicas que ajudem os membros da equipe a se conhecerem melhor e a se apoiarem mutuamente. Podemos falar abertamente sobre nossos desafios e motivadores, como sugerido por Nadia Nagamootoo. Isso ajuda todos a entender o que motiva e o que esgota seus colegas, permitindo melhor colaboração e apoio.
Podemos usar quebra-gelos como a "Previsão do Tempo" para descrever nosso humor (ensolarado, chuvoso, nublado, com vento, etc.). Embora pareçam simples, eles criam espaço para as pessoas compartilharem como estão se sentindo e sinalizam que é seguro trazer todo o nosso ser para o trabalho.
Essas práticas ajudam a desenvolver empatia e compreensão dentro da equipe, criando uma cultura em que as pessoas cuidam umas das outras e oferecem apoio quando necessário.
A arte de perguntar sem bisbilhotar
Existe um equilíbrio delicado entre demonstrar interesse genuíno pelos membros da nossa equipe e ser intrusivo. Inclusão não é intrusão. O objetivo é descobrir as perspectivas, necessidades e preferências das pessoas para que possamos nos adaptar uns aos outros o máximo possível e tomar medidas corretivas quando necessário.
Podemos manter esse equilíbrio por meio de:
- Fazer perguntas abertas que permitam que as pessoas compartilhem o que elas se sentem confortáveis em compartilhar
- Respeitar limites quando as pessoas optam por não divulgar certas informações
- Concentrando-se nas necessidades e preferências relacionadas ao trabalho, ao mesmo tempo em que reconhece a pessoa como um todo
- Acompanhar as respostas com ações, não apenas com simpatia
- Criar múltiplas oportunidades para as pessoas partilharem, reconhecendo que os níveis de conforto mudam ao longo do tempo
Descobrindo Necessidades Ocultas
Às vezes, as necessidades mais importantes são aquelas que não são imediatamente óbvias. As pessoas podem estar enfrentando problemas que não se sentem à vontade para levantar, ou podem nem mesmo reconhecer que certos desafios poderiam ser enfrentados por meio de ajustes no ambiente de trabalho.
É aqui que a nossa curiosidade jornalística se torna particularmente valiosa. Ao fazer perguntas complementares e prestar atenção a padrões de comportamento ou desempenho, podemos revelar necessidades que, de outra forma, permaneceriam ocultas.
Por exemplo, se alguém parece menos engajado em reuniões matinais, pode valer a pena perguntar sobre suas preferências em relação ao horário das reuniões. Se alguém parece estressado com as necessidades de viagem, podemos verificar se há alternativas que possam funcionar melhor para ele.
Construindo confiança por meio de interesse consistente
O poder de perguntar sobre necessidades e preferências individuais não está apenas nas respostas imediatas que recebemos – está na confiança que construímos por meio do interesse constante nos membros da nossa equipe como indivíduos. Quando as pessoas veem que verificamos regularmente, que nos lembramos do que elas compartilharam e que agimos com base em seus feedbacks, elas se tornam mais dispostas a compartilhar abertamente.
Isso cria um ciclo positivo: quanto mais perguntamos e agimos com base no que aprendemos, mais os membros da nossa equipe confiam em nós com informações sobre suas necessidades e preferências. Essa compreensão mais profunda nos permite oferecer um suporte mais direcionado e criar experiências mais inclusivas para todos.
Adaptando nosso estilo de liderança
À medida que aprendemos sobre as necessidades e preferências individuais, podemos adaptar nosso estilo de liderança para atender melhor a cada membro da equipe. Isso pode significar:
- Ajustando nosso estilo de comunicação para corresponder às preferências de alguém
- Fornecer diferentes tipos de feedback com base no que motiva cada pessoa
- Oferecendo diversas oportunidades de crescimento e desenvolvimento
- Reconhecer conquistas de maneiras que importam para cada indivíduo
- Acomodando diferentes estilos e preferências de trabalho
Essa abordagem personalizada à liderança não significa ser inconsistente ou injusta – significa ser equitativo, fornecendo o que cada pessoa precisa para ter sucesso.
O Impacto a Longo Prazo
Quando questionamos e agimos consistentemente sobre as necessidades e preferências individuais, criamos culturas no local de trabalho onde as pessoas se sentem valorizadas, compreendidas e apoiadas. Isso leva a maior engajamento, melhor desempenho e maior retenção.
Mais importante ainda, ele modela um comportamento inclusivo para toda a organização. Quando os membros da nossa equipe percebem que demonstramos interesse genuíno por suas necessidades individuais, é mais provável que mostrem a mesma cortesia aos seus colegas e subordinados diretos.
Essa abordagem de liderança reconhece que a inclusão não é uma solução única para todos. Ao dedicar tempo para entender as circunstâncias, preferências e necessidades únicas de cada pessoa, criamos ambientes onde todos podem prosperar à sua maneira.
O investimento nessas conversas rende dividendos em confiança, engajamento e desempenho. Quando as pessoas se sentem vistas e ouvidas como indivíduos, elas trazem o melhor de si para o trabalho – e isso beneficia a todos.
Obrigado pela leitura – Vamos continuar a iluminar a inclusão juntos! ✨
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Este artigo é um trecho adaptado do meu próximo livro, Practising Inclusive Leadership.
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